O divórcio afecta seriamente os filhos, recorda o Papa
Bento XVI
Respondendo ao mito de que o divórcio não afecta os filhos e que
em alguns casos poderia ser a "melhor" solução, o Papa Bento XVI
recordou, no passado dia 8 de Fevereiro, que esta ruptura
matrimonial tem sérias consequências sobre as crianças, que
precisam viver e desenvolver-se no seio de uma família unida que
reze, dialogue e esteja fundada no matrimónio entre um homem e
uma mulher que se complementam.
O Santo Padre explicou no seu discurso ao Pontifício Conselho
para a Família que a instituição familiar "fundada sobre o
matrimónio entre homem e mulher é a maior ajuda que se pode
oferecer às crianças. Eles querem ser amadas por uma mãe e um
pai que se amam, e precisam viver, crescer e estar juntos com os
dois pais, porque as figuras materna e paterna são
complementares na educação dos filhos e na construção de suas
personalidades e sua identidade".
Por isso, "é importante então que se faça tudo o que for
possível para fazê-los crescer numa família unida e estável.
Para tal fim, é necessário exortar aos cônjuges a não perder
nunca de vista as razões profundas e a sacramentalidade de seu
pacto conjugal e a reafirmá-lo com a escuta da Palavra de Deus,
a
oração,
o diálogo constante e o perdão mútuo".
Finalmente Bento XVI ressaltou que "um ambiente familiar não
sereno, a divisão dos pais e, em particular, a separação com o
divórcio, têm consequências sobre as crianças, enquanto que
sustentar a família e promover seu verdadeiro bem, seus
direitos, sua unidade e estabilidade é sempre o melhor modo de
tutelar os direitos e as autênticas exigências dos menores".