BENTO XVI

UM PAPA ECOLOGISTA

Depois da magnífica mensagem que dirigiu a todos os homens para o Dia Mundial da Paz (1 de Janeiro 2010), o Papa Bento XVI é considerado um Papa ecologista.

Registam-se 10 pequenos apontamentos recentes em que o brilho do pensamento se entrosa numa fé esclarecida e profunda.


De facto, também na Ecologia Bento XVI alia a Fé e a Razão:

1. «…os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu… um conjunto de problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas (a desertificação, a deterioração e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, a desflorestação das áreas equatoriais e tropicais.)»

Bento XVI alerta para a crise ecológica (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010)

 

 

2. «…os refugiados “ambientais”, ou seja, “pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá, muitas vezes, também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada.

O acesso a recursos naturais, acrescenta, está na base de “conflitos, já em acto ou potenciais” e as questões ambientais “tem um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento”».

Bento XVI alerta para a crise ecológica (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010)

 

 

3. «…Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável.»

Bento XVI alerta para a crise ecológica (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010)

 

 

4. «…A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum.»

Bento XVI alerta para a crise ecológica (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010)

 

 

5. «…A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural, precisa de redescobrir aqueles valores que constituem alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos.»

Bento XVI alerta para a crise ecológica (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010)

 

 

6. «…Não é possível nutrir um respeito verdadeiro pelo meio ambiente sem que saibamos reconhecer no cosmos os reflexos da face invisível do Criador.»

(Homilia de Bento XVI, 6.Janeiro.2010)

 

 

7. «…O homem é capaz de respeitar as criaturas na medida em que porta em seu próprio espírito um sentimento pleno de vida, caso contrário será levado a desprezar a si mesmo e tudo aquilo que o rodeia, a não ter respeito pelo ambiente em que vive ou pela criação.»

(Homilia de Bento XVI, 6.Janeiro.2010)

 

 

8. «…Se o homem se degrada, degrada-se o ambiente em que vive; se a cultura se volta em direcção ao niilismo, ainda que não teórico mas prático, a natureza pagará as consequências.»

(Homilia de Bento XVI, 6.Janeiro.2010)

 

 

9. «…Quanto mais somos habitados por Deus, e quanto mais formos sensíveis também à Sua presença naquilo que nos rodeia: em todas as criaturas, em especial nos demais homens.»

(Homilia de Bento XVI, 6.Janeiro.2010)

 

 

10. «…Se o Magistério da Igreja exprime perplexidade diante de uma concepção de ambiente inspirada pelo ecocentrismo e pelo biocentrismo, é porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os demais seres vivos. Desse modo, elimina-se de facto a identidade e o papel especiais do homem, favorecendo uma visão igualitarista da “dignidade” de todos os seres vivos. Dá-se espaço, assim, a um novo panteísmo, com características neopagãs, que pretende derivar, da natureza por si mesma, entendida no sentido puramente naturalístico, a salvação do homem.»

(Homilia de Bento XVI, 6.Janeiro.2010)

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